Há dias em que os sentimentos são
confusos. Mais intensos do que o normal, e também mais impacientes. Claro
que o baile de hormonas femininas ajuda a festa, mas não pode ser o único
fator! Será?! Todo um fim de semana desperdiçado com uma melancolia temperamental
devido a um desequilíbrio hormonal? A sério que ainda não há cura? A sério que
temos de nos sujeitar a tudo isto?
Ser mulher é incrível e tudo
mais, mas custa-me a aceitar que no meio de tanta deusa inacreditável que
existe neste mundo, nenhuma tenha conseguido descobrir um fator atenuante para todo este disparate emocional que, ao longo desta curta, mas bem vivida
existência, me tem incapacitado de possíveis momentos memoráveis (friso:
possíveis)!
Valentes sortudas, aquelas que
dizem não conhecer a sensação. Nela, perco-me e não sei bem como me encontrar!
Enquanto isso, espero.
Aquando destas incoerências
emocionais, aventuro-me numa nova experiência: “Quero cuidar do mundo, fazer a
minha parte, reduzir a minha pegada ecológica, vou usar copo menstrual.”
Resultado: F*d*ss*!!!! (aviso já que esta não é a professora Atabalhoada, é só
a Atabalhoada frustrada a quem um cone de borracha quase sugou todo o interior
uterino e todas as esperanças de viver!).
Nunca um pequeno e insignificante
pedaço de borracha me tinha suscitado tais duvidas existenciais. Cheguei até a
pensar compreender a frustração dos seres masculinos aquando da aquisição de capas
de proteção para o ato sexual, de menores tamanhos, mas, no meu caso, seria o
contrário. Ponderei ainda, que após 9 anos de uma relação, poderia ter criado
um mini túnel do Marão. Entrou na perfeição, mas gostou tanto daquela mística
gruta, que não a queria deixar.
Apalpei, esburaquei, ladeei,
empurrei, dobrei, procurei uma luz ao fundo do túnel, mas esta teimava em
aparecer.
Pedi ajuda. Voltei a tentar!
20 minutos se passaram e nada,
não se mexia do lugar. O tão apreciado vácuo “que evita todas as pinguinhas”
revelou-se o meu maior inimigo e o aparente sugador de todos os meus órgãos.
E, no meio de uma crise existencial/crise
de ansiedade/ataque de pânico/AI SEI LÁ O QUE VOU FAZER!!!, lembro-me que tenho
uma aula para dar.
Faltam 5 minutos.
Sento-me em frente ao computador
e tomo a pior decisão possível para a qual lanço um AVISO: se se encontrarem
nesta situação, não façam como eu! Não vão à internet procurar respostas, não
leiam os comentários! Na minha cabeça já só passavam os piores cenários: ter de
ir ao hospital como as mulheres diziam, explicar que já estava a chegar ao
limite de tempo (11 horas e o máximo é 12, eu levo os prazos em muita
consideração). Já imaginava a viagem, a conversa constrangedora com os médicos….
Quando o desvaneio acalma, reparo
que a miúda está atrasada para a aula. Cresce uma leve esperança de que ela não
apareça, mas a menina lá responde que se esqueceu. Na hora seguinte expliquei
toda a matéria da forma mais efusiva possível, percebendo-a bem mais perdida do
que eu. O conselho é sempre o mesmo: “agora lê bem e estuda”, e até a deixei
sair 5 minutos mais cedo antes de um teste, pela primeira vez.
Após uma hora de tortura
incessante onde residiam pesquisas da Sr.ª Google (sim, optei por admitir que é
uma mulher, afinal sabe tudo!) com funções sintáticas à mistura, desligo a
chamada e corro, novamente, para a casa de todos os banhos
e pratico a posição aconselhada pela internet. Após 3 tentativas já me
doía o braço e a mão. Voltei à suposta miraculosa posição, sentada nos
calcanhares, voltei a esburacar e, após bastante insistência, lá consegui ouvir
um “pffffffff” e 2 puxões depois, como se nada fosse, lá desce aquele espécime,
junto ao dedo, facilmente, como se nada fosse.
Chorei! Respirei! Borrei tudo!
Liguei à amiga que mo aconselhou
e pensei: nunca mais na P*T* DA VIDA!
Mas agora, agora que já passou,
agora que voltou a reinar em mim um amigo que polui o ambiente, voltei a
ponderar. Afinal não sou pessoa de desistir, mas se calhar vou à médica
primeiro perguntar se aquele será o mais indicado para mim, não vá a próxima
aventura terminar num ataque cardíaco. Se ela for apologista, provavelmente,
voltarei a submeter-me novamente a ser sugada, até porque algumas sugadelas são
bastante emocionantes 😉 If you know what i mean!
P.S: Alguns meses se passaram
após tão atribulada aventura e o “Sr. Sugador” de órgãos é hoje um fiel amigo.
Não desistam!!!
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